sábado, 10 de janeiro de 2009
A ESCRITA EM TEMPOS DE NOVAS TECNOLOGIAS.
A ESCRITA EM TEMPOS DE NOVAS TECNOLOGIAS.
Ao longo do tempo a escrita foi passando por muitas transformações, transformações essas que vieram ajudar as pessoas letradas e confunde as pessoas não alfabetizadas.
Hoje vivemos a introdução, na sociedade de novas e incipientes modalidades de práticas sociais de leitura e de escrita propiciadas pelas recentes tecnologias de comunicação eletrônica. Essa nova tecnologia facilita a comunicação, o nosso crescimento profissional e nos interage em grupos sociais de pessoas letradas, consideramos pessoas letradas, aquelas as quais praticam socialmente a leitura e a escrita.
Tfouni (1995, p.20) afirma “as mudanças sociais e discursivas que ocorrem em uma sociedade quando ela se torna letrada”, foi isso que ocorreu no filme “Narradores de Javé”, o mundo estava evoluindo e aquelas pessoas precisavam acompanhar a essa evolução, porém naquele grupo de pessoas apenas Antonio Biá era letrado, naquele momento a sociedade sentiu a necessidade da escrita e da leitura para manter sua moradia.
“Ong (1996) enfatiza a dificuldade que temos, as mentes letradas, de entender a oralidade primária” (...) isso era o que ocorria com Antonio Biá ele sentia dificuldade em entender e interpretar o relato da história do Vale de Javé, por isso, o mesmo enfeitava toda a história, não relatava nada, para ele não tinha sentido algum todos aqueles relatos. No filme “Central do Brasil” Fernanda Montenegro passa pela mesma situação e se observarmos na vida real isso também ocorre.
Ao entrevistar Ana Raimunda 47 anos e Diógenes 46 anos, ambos moradores de São Paulo há 16 anos e não alfabetizados, pude perceber que a compreensão se tornava difícil em alguns momentos, dona Ana Raimunda um pouco mais tímida quase não falava e foi difícil conseguir entrevistá-la, ela conta que tem vontade de aprender a ler e a escrever, já seu esposo, senhor Diógenes informa que assim está bom, viveu cerca de 40 anos sem a escrita, para que aprender agora?
Para matar a saudade de seus familiares que estão distantes, uma carta é escrita por seus filhos ou sobrinhos, mas dona Ana fala que às vezes os sentimentos e a saudade sentida não é possível transmitir pela carta, um telefonema onde o número o senhor Diógenes já memorizou, o mesmo afirma que domina bem a matemática, que as contas do dia-a-dia são feita de cabeça não precisa de papel e caneta.
Hoje com tantas tecnologias novas para nos comunicar em tempo real, como se estivéssemos ali lado a lado da pessoa, perguntei se não há interesse em aprender a manusear um computador, ao responder, os mesmos, sorriem, um sorriso tímido, mas com muita vontade de dizer um sim, porém o que entendi é que as cartas e os telefonemas são o bastante.
Maria, Ana, Raimunda, José, quantas pessoas não alfabetizadas encontramos por esse mundo, que se evolui em tudo, até mesmo na escrita, que nós, pessoas letradas, não conseguimos viver sem ela e que a cada nova tecnologia tentamos nos adaptar, a melhorar e a ensinar para aqueles que estão ao nosso redor.
Consideramos assim que o letramento está presente no nosso dia-a-dia, nos filmes Antonio Biá e Fernanda Montenegro coloca em prática o seu aprendizado de escrita e leitura, tornando-se assim pessoas letradas.Até mesmo dona Ana Raimunda e senhor Diógenes colocam em prática o seu pequeno aprendizado tornando-se analfabeto funcional, no artigo de Magda Soares p. 156(...) propõe-se o uso do plural letramentos para enfatizar a idéia de diferentes tecnologias de escrita, geram diferentes usos dessas tecnologias, em suas práticas de leitura e de escrita (...).Assim podemos entender que cada um de nós tem diferentes estados ou condição de letramento.
Ao longo do tempo a escrita foi passando por muitas transformações, transformações essas que vieram ajudar as pessoas letradas e confunde as pessoas não alfabetizadas.
Hoje vivemos a introdução, na sociedade de novas e incipientes modalidades de práticas sociais de leitura e de escrita propiciadas pelas recentes tecnologias de comunicação eletrônica. Essa nova tecnologia facilita a comunicação, o nosso crescimento profissional e nos interage em grupos sociais de pessoas letradas, consideramos pessoas letradas, aquelas as quais praticam socialmente a leitura e a escrita.
Tfouni (1995, p.20) afirma “as mudanças sociais e discursivas que ocorrem em uma sociedade quando ela se torna letrada”, foi isso que ocorreu no filme “Narradores de Javé”, o mundo estava evoluindo e aquelas pessoas precisavam acompanhar a essa evolução, porém naquele grupo de pessoas apenas Antonio Biá era letrado, naquele momento a sociedade sentiu a necessidade da escrita e da leitura para manter sua moradia.
“Ong (1996) enfatiza a dificuldade que temos, as mentes letradas, de entender a oralidade primária” (...) isso era o que ocorria com Antonio Biá ele sentia dificuldade em entender e interpretar o relato da história do Vale de Javé, por isso, o mesmo enfeitava toda a história, não relatava nada, para ele não tinha sentido algum todos aqueles relatos. No filme “Central do Brasil” Fernanda Montenegro passa pela mesma situação e se observarmos na vida real isso também ocorre.
Ao entrevistar Ana Raimunda 47 anos e Diógenes 46 anos, ambos moradores de São Paulo há 16 anos e não alfabetizados, pude perceber que a compreensão se tornava difícil em alguns momentos, dona Ana Raimunda um pouco mais tímida quase não falava e foi difícil conseguir entrevistá-la, ela conta que tem vontade de aprender a ler e a escrever, já seu esposo, senhor Diógenes informa que assim está bom, viveu cerca de 40 anos sem a escrita, para que aprender agora?
Para matar a saudade de seus familiares que estão distantes, uma carta é escrita por seus filhos ou sobrinhos, mas dona Ana fala que às vezes os sentimentos e a saudade sentida não é possível transmitir pela carta, um telefonema onde o número o senhor Diógenes já memorizou, o mesmo afirma que domina bem a matemática, que as contas do dia-a-dia são feita de cabeça não precisa de papel e caneta.
Hoje com tantas tecnologias novas para nos comunicar em tempo real, como se estivéssemos ali lado a lado da pessoa, perguntei se não há interesse em aprender a manusear um computador, ao responder, os mesmos, sorriem, um sorriso tímido, mas com muita vontade de dizer um sim, porém o que entendi é que as cartas e os telefonemas são o bastante.
Maria, Ana, Raimunda, José, quantas pessoas não alfabetizadas encontramos por esse mundo, que se evolui em tudo, até mesmo na escrita, que nós, pessoas letradas, não conseguimos viver sem ela e que a cada nova tecnologia tentamos nos adaptar, a melhorar e a ensinar para aqueles que estão ao nosso redor.
Consideramos assim que o letramento está presente no nosso dia-a-dia, nos filmes Antonio Biá e Fernanda Montenegro coloca em prática o seu aprendizado de escrita e leitura, tornando-se assim pessoas letradas.Até mesmo dona Ana Raimunda e senhor Diógenes colocam em prática o seu pequeno aprendizado tornando-se analfabeto funcional, no artigo de Magda Soares p. 156(...) propõe-se o uso do plural letramentos para enfatizar a idéia de diferentes tecnologias de escrita, geram diferentes usos dessas tecnologias, em suas práticas de leitura e de escrita (...).Assim podemos entender que cada um de nós tem diferentes estados ou condição de letramento.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
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